
Olhei para a figura acima. Tentei fingir que parecia uma árvore frondosa com sombras estendendo-se no gramado, mas não consegui. Parecia mais com o gato morto que um dia encontrei, as larvas gordas e reluzentes rastejando às cegas, freneticamente abrindo túneis para longe da luz. Mas até isso é evitar o verdadeiro horror.
O horror é este: no final, é simplesmente uma imagem de escuridão vazia e sem sentido.
Estamos sozinhos.
Não existe mais nada.
Vivemos a vida, sem nada melhor para fazer, depois inventamos razão. Nascemos do vazio, temos filhos, condenados ao Inferno como nós, voltamos ao vazio. Não existe mais nada. A existência é aleatória. Sem padrão, a não ser o que imaginamos depois de contemplar tudo por muito tempo. Sem sentido a não ser o que escolhemos impor.
O mundo desgovernado não é moldado por vagas forças metafísicas. Não é Deus quem mata as crianças, não é o acaso que as trucida nem é o destino quem as dá de comer aos cães.
Somos nós.
Só nós.
Estamos sozinhos.
Não existe mais nada.
O horror é este: no final, é simplesmente uma imagem de escuridão vazia e sem sentido.
Estamos sozinhos.
Não existe mais nada.
Vivemos a vida, sem nada melhor para fazer, depois inventamos razão. Nascemos do vazio, temos filhos, condenados ao Inferno como nós, voltamos ao vazio. Não existe mais nada. A existência é aleatória. Sem padrão, a não ser o que imaginamos depois de contemplar tudo por muito tempo. Sem sentido a não ser o que escolhemos impor.
O mundo desgovernado não é moldado por vagas forças metafísicas. Não é Deus quem mata as crianças, não é o acaso que as trucida nem é o destino quem as dá de comer aos cães.
Somos nós.
Só nós.
Estamos sozinhos.
Não existe mais nada.
[ Alan Moore ]
Um comentário:
até que em fim alguém que ainda posta no blog, voltei a usar o meu e tal...vou te add nos meus favoritos
abraço
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