
Dentro de um metrô futurista em movimento.
Sem ninguém.
Sem ninguém.
Passagens estranhas, que surgem do nada.
Parecem fazer parte das paredes.
Mas quando tu se aproxima, elas abrem e te surpreendem.
Uma garotinha oriental se diz a maquinista.
Me leva até uma sala especial.
Mais parece seu quarto, sua casa.
De repente, um vaso cai e quebra no chão.
Dentro dele, inúmeros objetos estranhos.
Muitos parafusos e ferramentas.
Ela junta algumas peças e monta um robô com controle remoto.
Que funciona.
Que funciona.
Mas tem alguém lá no quarto escuro.
E não gostou de ver o vaso quebrado.
Olhos amarelos e gritos vindo da escuridão.
Ranger de dentes.
Hora de fugir.
Túneis e portas secretas.
Qual delas? Qualquer uma.
Uma escadaria para o nível inferior do metrô.
Um enorme corredor iluminado artificialmente.
Luz fraca e amarelada.
A garota vai na frente, é mais rápida.
O robô vem atrás, é mais lento.
Dá pra ouvir quando ele é alcançado e destruído.
O túnel vai ficando escuro, escuro, escuro.
Não se vê mais nada.
Não se vê mais nada.
Só uma pequena luz brotando lá no fim.
O corredor vai ficando iluminado pelo sol.
A garotinha sumiu lá na frente.
A garotinha sumiu lá na frente.
E agora apenas uma boneca loira sentada na saída.
Ela gira a cabeça na minha direção conforme eu passo.
Lentamente e em absoluto silêncio.
No fim do túnel, uma ponte à céu-aberto.
No fim do túnel, uma ponte à céu-aberto.
Tão alta que dá pra tocar as nuvens.
E sem muros protetores nas laterais.
Ela vai ficando estreita, estreita, estreita.
Como em um aeroporto, uma voz feminina anuncia pelos alto-falantes:
Como em um aeroporto, uma voz feminina anuncia pelos alto-falantes:
"Atenção!
Você está deixando o Aminoácido.
Dirija com cuidado."
Dirija com cuidado."
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